Mato Grosso: Chapada dos Guimarães – Circuito das Cachoeiras

Depois de nossa pequena, ou mais ou menos pequena, parada na trilha autoguiada pela Cachoeira Véu de Noiva, seguimos nosso caminho para a primeira trilha mais extensa: o Circuito das Cacheiras.

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Antes de falar da trilha especificamente é preciso lembrar que na Chapada dos Guimarães os passeios realizados dentro do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães tem que ser feitos com um guia autorizado pelo Instituto Chico Mendes. Inclusive, há um controle de entrada e saída dentro do Parque. Como já dissemos em outro post, todos os dias em que fizemos passeios dentro do Parque tínhamos que ir até a recepção com a nossa guia. Ela realizava os procedimentos para nossa entrada e pegava a chave de acesso aos lugares das trilhas. Depois precisávamos voltar ao mesmo local até as 17 horas para devolver a chave.

O Circuito das Cachoeiras
Como o nome já diz, o Circuito das Cachoeiras é uma trilha que conta com aproximadamente nove quilômetros de caminhada e nos leva a conhecer, além da fauna da Chapada dos Guimarães, sete quedas d’águas, cada uma com a sua beleza particular. E nem todas delas é possível se banhar, mas é possível relaxar, descansar e apreciar a beleza do local.

A principio, você pode pensar que quase 10 km de caminhada pode ser cansativo, mas, na verdade, não é. Primeiro porque o ritmo de caminha foi bastante tranquilo, apesar da gente ter demorado um pouco mais do que a Manoela esperava na Cacheira Véu de Noiva, nós conseguimos fazer quase todo o percurso com uma caminha leve. Só no fim é que demos uma apertada no passo para conseguirmos pegar a última cacheira com luz boa para foto. Segundo é que quando você está começando a cansar e ficar com um pouco mais de calor, aparece a próxima cachoeira e você pode se refrescar e descansar um pouco.

Aluguel de carro

O percurso do Circuito das Cachoeiras
Logo que estacionamos o carro, a Manoela perguntou qual percurso gostaríamos de fazer já que existem duas opções. Uma das opções é começar tendo como primeira parada a Casa de Pedra e depois seguir para as cachoeiras ou começar fazendo uma descida de uma pequena estrada de areia que leva direto a primeira cachoeira, que na verdade é o caminho contrario da primeira opção.

Segundo a Manoela o beneficio da segunda opção é que nós desceríamos a estrada de areia ao invés de subí-la depois de já termos andado quase 10 km e estarmos mais cansados. Entretanto, a Manu disse que ela achava a primeira opção melhor porque encerraríamos o passeio com uma bela última parada, então, optamos pela primeira opção.

Opção feita. Como foi o nosso passeio pelo Circuito das Cachoeiras?!

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Casa de Pedra – Nossa primeira parada.
O lugar é uma caverna de arenito que segundo as histórias serviu de abrigo para expedições durante o desbravamento da Chapada. Também dizem que ela foi refúgio de povos primitivos e índios que viviam na região. Segundo a Manoela a Casa de Pedra foi escavada por água e conta com algumas pinturas rupestres em suas paredes. Atualmente, acho que os únicos habitantes da Casa de Pedra são os pequenos roedores e animais do parque.

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Depois dessa primeira e mais histórica parada começamos de fato o percurso entre vegetação e cachoeiras.

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O Circuito das Cachoeiras, efetivamente
A Cachoeira Sete de Setembro foi a nossa primeira cachoeira do percurso. Desde o inicio da caminhada até essa parada são aproximadamente dois quilômetros. Como estava bastante quente, não resistimos a aparente água fria e nos banhamos na cachoeira. Pudemos perceber que o local onde a água se acumulava era relativamente raso e foi possível alcançar com facilidade o banco de pedras para ficar um pouco embaixo da queda e relaxar com sua massagem natural.

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Para continuar a trilha seguimos o caminho do rio que é feito a partir da Cachoeira Sete de Setembro e chegamos a pequena Cachoeira Sonrisal. O nome que a principio me soou engraçado tem uma razão de ser. De acordo com nossa guia, o nome Sonrisal é devido a queda d’água formar uma espuma branca constante em suas águas.

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Depois da Sonrisal, seguimos em direção a Cachoeira do Pulo que apesar do nome, não é mais possível pular de seu topo até ás águas abaixo dela. A Cachoeira do Pulo tem aproximadamente três metros de altura e antigamente muitas pessoas pulavam de seu topo, mas com o número de acidentes essa atividade foi proibida, mas se banhar nela ainda é possível e muito refrescante e relaxante.

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Dando continuidade ao passeio, seguimos o caminho até chegarmos a Cachoeira do Degrau. Como o nome deixa em evidência, essa cachoeira é formada por vários degraus, que lembram uma escada. Ao seu redor as águas formam algo que lembra uma piscina natural e é possível simplesmente relaxar ou dar algumas braçadas.

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Apesar de ser a queda d´água de menor tamanho a Cachoeira da Prainha é a cachoeira que tem umas das maiores piscinas naturais. Se usarmos seu nome para nos ajudar a descrevê-la poderíamos dizer que suas piscinas naturais são como uma prainha, que é formada pela areia das margens do rio. Apesar de não ser a nossa preferida, confesso que eu gostei muito dessa cachoeira pois pude ficar algum tempo sentada na areia descansando e apreciando um pouco mais do entorno do circuito.

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Então, chegamos ao ponto alto do Circuito das Cachoeiras. Quando a Manoela disse que optar pelo circuito que começava pela Casa de Pedra significava fechar o passeio pela cachoeira mais  bonita ela está se referindo a Cachoeira das Andorinhas. Está queda d’água conta com aproximadamente 30 metros de altura e é a última parada para banho. Nós concordamos com a Manu que é a queda d’água mais bonita do circuito. Então, aproveitem seu tempo nessa parada.

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Por fim ainda passamos pela Cachoeira da Independência que fica muito próxima a Cachoeira das Andorinhas, mas está fechada para visitação pois o acesso até ela não se encontra muito seguro.

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Uma coisa que nos chamou muito a atenção ao longo dos aproximados 10 km de caminhada foi a vegetação do Parque. Ele é realmente repleto de diferentes espécies de plantas e flores. A Manoela nos contou que a vegetação do cerrado é muito vasta e que mesmo ela trabalhando bastante no local ainda fica surpresa com algumas plantas novas. Fora que o Cerrado que pode parecer aos olhos pouco treinados uma vegetação muito seca é, na verdade, muito maleável. Bastante cair um pouco de água que a secura ganhar diversos tons de verdes.

Depois do circuito subimos uma pequena parte do percurso através do chão repleto de areia e chegamos até o local onde deixamos o nosso carro. Quando já estávamos nos direcionando para a saída do parque, dentro do carro, avistamos dois lobetes andando pela estrada. Isto nos fez diminuir a velocidade e parar para vê-los o maior tempo possível.

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Assim que eles entraram na mata seguimos nosso caminho. Fomos até a recepção do Parque na Cachoeira Véu de Noiva entregar a chave. No retorno a Chapada dos Guimarães, o Bruno ainda parou o carro no acostamento só para ver o pôr do sol avermelhado das terras mato grossenses.

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Já indicamos o trabalho da Manoela Laurindo e vamos deixar aqui os contatos dela novamente: email e whatsapp: (65) 9943-5651.

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Dados Financeiros:
Manoela: R$ 150 o casal
Entrada do Parque: gratuito, mas só pode ser feita com guia.

Viagem realizada em Junho de 2015.

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Tatiane Dias

Tatiane Dias

A cada dia me desapego mais e mais de bens materiais. A vida nos mostra que mais importante que ter é viver. Por isso, cada brecha que temos já começo a pensar em algum lugar pra ir seja no Rio ou fora dele.

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