Tour privado: 5 motivos para contratar

Não sei se vocês já reparam, mas grande parte dos passeios que fizemos e indicamos no blog são tour privados. Vocês podem pensar: “nossa eles são ricos e só fazem passeios privados” ou “eles foram patrocinados e não gastaram nada nesses passeios privados” ou ainda “eles são um casal bem chato e não gostam de se misturar”. Já posso adiantar que nenhuma das alternativas acima são verdadeiras. Mas ao longo de todas as viagens que fizemos, fomos aprendendo algumas coisas e resolvemos compartilhar com vocês os nossos motivos.

Mas antes é preciso dizer que quando resolvemos fazer essa lista percebemos que os motivos acabam se misturando e/ou se complementando. Então, tudo vai estar meio junto e misturado.

E só para deixar claro: quando falamos tour privados estamos falando de um passeio que pode ter sido fechado através de uma agência ou a contratação direto com um guia. Em algumas situações, nós alugamos um carro e contratamos o guia que ia no carro alugado e em outras o próprio guia tinha carro. Quando fomos com agência normalmente tinha motorista e guia.

1 – Tempo
Quem nunca fechou um tour com uma agência e no final dele teve a sensação que apenas passou pelos lugares sem aproveitá-los direito?

Pois é! É o que mais tem! Tour de metade de um dia com muitas paradas em que você pode ficar poucos minutos em cada lugar. Como você vai explorar um lugar em apenas 15 minutos, por exemplo?! Nesse tempo, nós estamos apenas fazendo o primeiro reconhecimento, não sabemos nem o melhor ângulo para foto ou para apreciar o local.

Onde sentimos isso?! No City tour de Cusco.

O City tour em Cusco se inicia na parte da tarde e ele conta com duas paradas que com certeza precisariam de mais tempo para serem exploradas e se finaliza, por voltar de umas 18 horas, em um lugar que não tem luz alguma. São ruínas abertas em que não vimos nada.

Se eu pudesse voltar no tempo teria ido a Catedral e ao Qorikancha de forma independente e fechado um guia privado para as ruínas mais afastadas: Saqsaywaman, Q’enqo, Tambomachay e Pukapukara (que estava sem iluminação). Teria começado pela manhã, assim teria mais tempo em cada parada e teria visto a última ruína com luz.

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Ruínas no escuro

Ruínas no escuro

Então, quando falamos do lado bom em relação ao tempo em um passeio privativo podemos estar levando em consideração tanto a duração de cada parada como o tour durar o dia todo ou não.

2 – Personalização do roteiro
Esse ponto está muito ligado a questão do tempo. Como o tour é privado você pode tirar alguma parada ou acrescentar outra conforme o seu gosto pessoal. Nós fizemos isso em nossa viagem pela Ásia e achamos que foi ótimo.

Nossa última parada.

Nossa última parada com direito a uma parada no meio da estrada para um registro.

Mas também há uma terceira opção nessa individualização. Mesmo que você queira fazer as mesmas paradas que as agências fazem, é possível alterar um pouco a ordem e assim não pegar os lugares exageradamente cheias. Óbvio, que mantendo todas as paradas de um passeio coletivo as vezes isso fica difícil, mas não impossível.

3 – Bons registros da viagem
Quase todos viajante tem um lado fotógrafo, não é mesmo?! Aqui em casa, nós temos um fotógrafo profissional, quem nos acompanha sabe que o Bruno é fotografo, inclusive se você estiver vindo ao Rio e quiser fazer um ensaio nos pontos turísticos da cidade entre em contato com ele e diga o conheceu através do blog, vai que rola um descontinho. Então, a questão de bons registros é essencial para gente. Sempre queremos trazer para casa a melhor foto dos momentos que vivemos.

Nós achamos que a melhor forma disso acontecer são com tour privado. Afinal, como você escolhe o tempo que quer passar em cada lugar, é possível esperar até o lugar ficar do jeito que se quer para o melhor registro.

Experiência Única!

Experiência Única!

Lembro que nos templos de Angkor, a multidão era imensa. Mesmo assim temos fotos de alguns lugares com pouquíssimas ou nenhuma pessoa.

Mas isso só foi possível porque estávamos com motorista particular e tínhamos a paciência de esperar todos passarem. E também porque montamos um roteiro com poucas paradas por dia.

4 – Proximidade com o guia
Esse é um ponto chave para se escolher um tour privado, na nossa opinião. Afinal, você pode me dizer que a partir de tudo que está listado acima, eu não precisaria fazer um tour privado. Bastaria apenas montar o roteiro e fazê-lo de forma independente.

Sim, você está certo. De forma independente, nós pegamos um transporte público ou alugamos um carro e visitamos alguns museus, bibliotecas, alguns pontos bonitos da cidade. Fizemos dessa maneira na nossa viagem ao Chile.

Contudo, achamos que alguns lugares requerem o auxílio de um guia. Na verdade, eu brinco que um guia pode fazer um passeio ser excelente ou terrível. Se o guia não for legal, ele vai estragar o tour. Se ele for bom, você vai se aproximar dele e ele te contará coisas que você nunca descobriria em nenhum guia de viagem.

Nós tivemos essa experiência com a Manu, na Chapada dos Guimarães, e com o nosso guia de Chiang Mai.

Só a gente no transporte do passeio.

Manu ao fundo. Os passeios fechados com ela foram incríveis pela personalização e por ela ser quem é.

Também já tivemos um caso de guia não muito bom, nesta ocasião contratamos o tour guiado através de uma empresa. Mandamos um email falando da postura do guia e fomos convidados a fazer o passeio novamente com outra guia. Como era na nossa cidade pudemos refazê-lo e foi tudo ótimo.

5 – Imprevistos
Seria ótimo se todo o nosso roteiro milimetricamente planejado saísse sempre do jeito que a gente esperava, mas imprevistos acontecem e nós temos que aceitar isso.

Nós acreditamos que caso haja algum imprevisto durante um passeio privativoserá mais fácil contornar o problema de uma maneira que será a melhor para nós. Isto porque qualquer decisão a ser tomada envolverá poucas pessoas. E como o contato com o guia é mais próximo, ele se sentirá confortável para expor a situação aos que optaram pelo tour e tem o direito de decidir o que fazer.

Não que em um tour com muitas pessoas não tenhamos o direito de decidir. Mas, muitas vezes, o guia acaba tomando a decisão sozinho por saber que se abrir as possibilidades será mais um problema do que uma solução, devido ao grande número de pessoas e as possíveis inúmeras opiniões diferentes.

Por todos esses motivos, nós podemos dizer que a nossa preferência durante a viagem é atividades de forma independente mescladas com passeios privados.

Apesar disso, existem lugares onde não temos condições de arcar apenas com tour privados. Nesses casos, o que fazemos é procurar por uma agência que trabalhe com grupos menores.

Foi assim que fizemos no Deserto do Atacama. Muitas empresas do Atacama tem ônibus de 30 pessoas para fazer os passeios, nós fechamos com a Ayllu Expediciones. A Ayllu trabalha com uma van que comporta apenas 12 pessoas e de todos os tours que fizemos com eles, apenas 1 estava cheio. A média de pessoas por passeio era de 6 a 8. O que eu acho um número razoável para passeio coletivos.

Mas também é importante dizer que as vezes o tour privado saí com um valor muito próximo de passeios coletivos se tour for pra duas ou mais algumas pessoas. Na Ásia, gastamos a mesma coisa fechando um passeio com o barqueiro só para gente do que se fechássemos um passeio coletivo. Na Chapada dos Guimarães a gente pagou o valor minimo de diária da Manu que era pouca coisa maior do que o valor que ela cobra por pessoa, considerando que nós pagaríamos para duas pessoas.

Bom, se você não pensava em fazer tours privados, espero que os nossos motivos façam você refletir sobre como tem viajado. Se tem sido da melhor maneira para você ou se algo pode ser melhorado. E quem sabe tornar a sua experiência de viagem ainda mais marcante.

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Tatiane Dias

Tatiane Dias

A cada dia me desapego mais e mais de bens materiais. A vida nos mostra que mais importante que ter é viver. Por isso, cada brecha que temos já começo a pensar em algum lugar pra ir seja no Rio ou fora dele.

12 Comments

  1. oi Tatiane… vocês colocam o tour privado em outra perspectiva. Estou reavaliando, com certeza! Fiz tours coletivos no Atacama há milhões de anos. Foram bons, poucas pessoas…
    Já Glastonbury foi péssimo: similar ao que você narra de Cusco: chegamos no fim do dia, perto de fechar, pouca luz e pouco tempo para observar, estar… Tour privado acho que nunca fiz, mas vou considerar em próxima viagem. :) bj

    • Oi, Analuiza.
      Essas experiências ruins me fazem pensar que mesmo que o tour coletivo seja mais barato eu estou jogando dinheiro fora porque o meu tempo de viagem é precioso. Por isso, acho que vale o investimento em um tour privado.

      Abraços

  2. Camila e eu só contratamos Tour Privado. Preferimos ir no nosso tempo. Até porque demoramos horas fotografando e filmando. Senso assim é até bom que não atrapalhamos os outros.

    • Oi, Thiago.
      Exatamente o mesmo motivo da gente.
      Mas em alguns lugares a gente não consegue arcar apenas com tour privados.
      Aí, nos resta contratar passeios coletivos em grupos pequenos.

      Abraços

  3. Eu concordo com vocês. Fiz um tour muito ruim para Chichén Itzá, no México, onde passamos mais tempo em uma loja (em que o guia ganhava comissão) do que em Valladolid. Mas como o tempo$$$ nem sempre permite, vamos nos virando como dá!

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